21 países devem reduzir tarifa de bens ambientais
Basileia
- Algumas das maiores economias do mundo fecharam um acordo para cortar
de forma drástica impostos de importação sobre bens ambientais, projeto
que a Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassou em concluir após
mais de uma década de negociações. A decisão isola o Brasil e outras
economias que rejeitavam um acordo dessa natureza no âmbito
multilateral.
A
partir de 2015, produtos ambientais terão tarifa máxima de 5% entre os
países da Ásia e Pacífico que fecharam o acordo. A meta é permitir maior
fluxo de bens como painéis solares, turbinas de vento, instrumentos
para controlar a qualidade da água e do ar, etc. O acordo inclui China,
Rússia, Estados Unidos, México, Austrália, Japão e outros 15 países.
Serão 54 produtos nesse pacote.
"O
mesmo procedimento levou mais de dez anos para ser negociado na OMC
(Organização Mundial do Comércio), sem resultados. Nós conseguimos em
apenas alguns meses", declarou o presidente russo, Vladimir Putin, que
servia de anfitrião para a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico
(Apec), responsável por 44% do comércio mundial.
Na
OMC, o debate está estagnado há anos. Em 2008, o Brasil tentou incluir o
etanol na lista de produtos que poderiam ter sua tarifa de importação
reduzida. Mas a ideia foi rejeitada por Estados Unidos e Europa, que
insistiam que a lista deveria ser apenas de produtos de tecnologia. O
Itamaraty e outros governos acusaram americanos e europeus de tentar
montar uma lista de bens que apenas eles exportariam.
Para
observadores, o acordo muda a lógica das negociações na OMC. A Apec, ao
estabelecer um novo patamar, poderá forçar países como Brasil a ceder
para não ficar de fora do lucrativo mercado. As informações são do
jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo
