sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Sete dicas para economizar papel



Os gastos com papel são um dos principais motivos de desmatamento no mundo. O fato é que esse material é essencial no dia-a-dia de grande parte da população, mas há maneiras de evitar seu desperdício, o que reduz não só a derrubada de árvores, mas também o consumo de energia e água.
Dois lados
A primeira delas é utilizar os dois lados das folhas - uma forma de aproveitar ao máximo a matéria e evitar gastos desnecessários, já que a fabricação do produto exige uma grande quantidade de água e energia.
Impressão consciente
Outra forma é evitar o desperdício na hora da impressão. Pense bem antes de mandar um texto ou arquivo do computador para a impressora. Faça uma revisão e evite a impressão errada, que leva ao gasto desnecessário de papel.
Cartões virtuais
Em aniversários, no Natal e em outras datas comemorativas envie um e-mail ou um cartão eletrônico no lugar do tradicional de papel - é mais barato, cumpre a mesma função e poupa as escassas árvores.
Correios desnecessários
Se você é adepto do home banking, bloqueie o envio de extratos mensais pelo correio e consulte os dados de sua conta pela internet. Isso economiza papel e combustível.
Na mesa
Na hora de preparar a mesa para o almoço ou o jantar, utilize guardanapos de pano. Eles são reaproveitáveis e ambientalmente mais corretos. 
Embalagem
Se for comprar presentes para alguém, não os embale com papéis brilhantes, laminados ou com purpurina. Eles são de difícil reciclagem.
Lixo no lugar certo
Não jogue bitucas de cigarro e papel higiênico nos vasos sanitários. Isso evita o desperdício de água tratada e problemas nos encanamentos.
E na hora de descartar, não se esqueça de jogar o papel limpo no coletor azul. Clique aqui e saiba quais tipos de papel podem ou não ser reciclados.

Produzido por eCycle
eCycle é uma marca que tem origem no interesse pelas relações de consumo desenvolvidas entre indivíduos e empresas, sejam fabricantes de produtos ou prestadoras de serviços, e seus efeitos sobre a sociedade e o meio ambiente.
Fonte: EcoD

Cientistas propõem reciclagem de livros didáticos


Pesquisa feita no IPT indica viabilidade na reutilização do papel usado em publicações usadas por alunos de escolas particulares e públicas.

Quatro milhões de toneladas de papel são recicladas anualmente no Brasil, um volume equivalente a 43,5% do total consumido no país em 12 meses.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), esse número pode aumentar com o melhor aproveitamento de nichos de materiais, como os livros didáticos usados por alunos de escolas particulares e públicas, principalmente as últimas, nas quais os exemplares são repassados no final de cada série a novos alunos e descartados somente após três anos de uso.

Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), quase 138 milhões de exemplares foram distribuídos em 2011. Considerando as características médias do livro, ou seja, papel miolo com gramatura de 75 g/m², formato de 20,5 x 27,5 cm e 200 páginas, um total de 123 mil toneladas de papel tem potencial para reciclagem.
Por conta disso, o IPT realizou um projeto de pesquisa em amostras do miolo e da capa dos livros que mostrou a viabilidade do reaproveitamento do papel em produtos de maior ou menor valor agregado.

O projeto do Laboratório de Papel e Celulose foi proposto para preencher uma lacuna em estudos específicos sobre a reciclagem dos livros didáticos. Grande parte deles é impressa em quatro cores e tem lombada quadrada e miolo fixado com cola de poliuretano.
Para um reaproveitamento eficiente, a reciclagem deve promover a remoção dos pigmentos coloridos e da cola a fim de evitar a criação no papel reciclado.
De acordo com o IPT, embora represente uma redução no uso de recursos naturais, a reciclagem é um processo mais complexo em comparação à obtenção de fibras virgens porque os papéis a serem recuperados consistem geralmente em uma mistura de diferentes fontes.

Eles têm ainda em sua composição uma série de contaminantes, como corantes, revestimentos, tintas de impressão, laminações e adesivos, e materiais que acabaram sendo misturados durante o ciclo de vida ou coleta, como clipes, arames, elásticos e impurezas.

 Fonte: Exame

quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Aprenda a fazer guirlandas de natal com garrafas PET


Imagens: Fernanda D'Addezio/CicloVivo

As garrafas PET estão presentes no nosso dia-a-dia e são responsáveis por grande volume nos lixões e aterros sanitários bem como a contaminação do solo. Porém existem diversas maneiras de você evitar o descarte deste material que pode ser totalmente reaproveitado. O CicloVivo dá a dica de como você pode reutilizar as garrafas PET e enfeitar sua casa para o natal de forma consciente.

Imagens: Fernanda D'Addezio/CicloVivo


Material
- Garrafas PET de diversas cores
- Tesoura
- Cola
- Purpurina
- Arame
- Chave de fenda
- Isqueiro ou fósforo
Método
Modelo 1:
Corte o fundo das garrafas na linha desenhada na própria garrafa. Para facilitar, dê uma leve amassada na garrafa para que então comece a cortar. Para dar um acabamento arredondado queime as bordas com vela ou isqueiro ou então faça dois pequenos cortes, um em cada extremidade, e dobre a garrafa para dentro. Faça isso com todas as garrafas, a quantidade ideal para formar a sua guirlanda vai variar de acordo com o tamanho escolhido. Esquente a ponta da chave de fenda e faça um furo no fundo das peças, onde passará o arame. Passe cola e purpurina na quantidade de garrafas que desejar e espere secar.
Para proteger o enfeite, faça uma mistura de 1:2 de cola e água e passe por cima de todo otrabalho. Depois de seco, passe o arame pelos furos feitos no fundo das peças e encaixe-as conforme mostrado na galeria de fotos acima. Para finalizar basta colocar um laço.
Modelo 2:
Para esta ideia os gargalos das garrafas serão a principal matéria-prima. Por isso, é possível reaproveitar as mesmas garrafas PET de onde foram retirados os fundos. Meça um palmo a partir do bico, faça a marcação com uma caneta comum e recorte.
Para uma guirlanda grande, o ideal é utilizar 38 garrafas. Porém, esse número pode variar de acordo com o tamanho desejado e a quantidade de PET disponível. Após cortar as garrafas, basta passar um fio de arame e colocar os gargalos enfileirados no mesmo sentido. Ao finalizar contorne as duas pontas do arame. O ponto desta junção deve ser coberto pelos enfeites, ou então, pode servir como gancho para pendurar a guirlanda na porta ou na parede. Para enfeitá-la basta deixar a criatividade solta e a dica é reutilizar os enfeites do ano passado, para evitar que eles sejam descartados. 

Fonte: CicloVivo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Urina como combustível: uma idéia de quatro adolescentes nigerianos

11112012
[Nota: este post foi escrito originalmente para a Maker Faire África, em Lagos, esta semana, o total reproduzir aqui]
Gerador de combustível com urina 
Possivelmente, uma das criações mais inesperados da Maker Faire África este ano em Lagos é o gerador que funciona com urina e foi fabricado por quatro meninas: Duro-Aina Adebola, Akindele Abiola, Faleke Oluwatoyin (a cada 14 anos) e Eniola Bello (15).
Um litro de urina proporciona seis horas de electricidade.
O sistema opera da seguinte forma:
  • A urina é introduzida em uma célula electrolítica, que separa o hidrogénio
  • Este é purificado por um filtro de água e, em seguida, passada para o cilindro de gás
  • Cilindro de gás, por sua vez, injeta hidrogénio dentro de um cilindro de bórax solução, o que remove a humidade presente no gás
  • O hidrogénio purificado é injectado no gerador
Ao longo de todo o processo há segurança rebreather, mas para ser honesto, este é um dispositivo explosivo ...
Nota: Esta é mais uma experiência com uma nova ferramenta para gerar eletricidade.O balanço de energia líquida é negativa, devido à energia necessária para realizar a electrólise com o hidrogénio é extraída da urina.

Fonte:espafrigadget

terça-feira, 20 de novembro de 2012


Segundo IBGE, mais de 70% dos municípios não têm política de saneamento; 48,7% não fiscalizam qualidade da água

Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma política municipal de saneamento básico. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam a Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007.


A maioria (60,5%) não tinha acompanhamento algum quanto às licenças de esgotamento sanitário, além da drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e do abastecimento de água. Em quase metade das cidades do país (47,8%), não há órgão de fiscalização da qualidade da água.
Divulgação
Segundo a "Pesquisa de Informações Básicas Municipais", a Munic, divulgado nesta terça-feira (13), 1.569 cidades possuíam políticas dessa natureza, isto é, 28,2% dos 5.564 municípios brasileiros. A Lei 11.445, que dispõe sobre diretrizes nacionais para o saneamento básico, determina que todas as cidades devem elaborar seus respectivos planos municipais.

O decreto diz ainda que as prefeituras devem estabelecer mecanismos de fiscalização quanto ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, entre outros. No entanto, 4.060 municípios (73%) ainda não aprovaram normas neste sentido, para qualquer um dos serviços de saneamento básico.

Entre as cidades que têm estrutura específica, isto é, gestores públicos responsáveis por ações referentes ao tema, 768 (48,9%) definiram metas e estratégias por meio de planos municipais devidamente aprovados pelo poder legislativo local. Já 759 municípios (48,4%) utilizavam prestação de serviços e/ou realizavam processo licitatório.
Divulgação

Menos da metade (46,1%) das cidades que possuem planos municipais de saneamento básico direcionam esforços para ações emergenciais e de contingências.

Coleta de lixo
Pouco mais de 32% dos municípios no país (1.796) possuem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, segundo a pesquisa do IBGE. Por outro lado, 2.376 cidades (42,7%) continuam sem qualquer tipo de iniciativa relacionada à coleta seletiva.
Já 3,3% dos municípios possuem projeto piloto de coleta seletiva, mas apenas em áreas restritas. Enquanto isso, 2,5% das cidades chegaram a iniciar programas dessa natureza, porém interromperam por motivos não especificados.

Considerando o serviço de limpeza urbana, a região Sul se destaca no estudo sobre o perfil dos municípios brasileiros, com 663 cidades nas quais há coleta seletiva --o que representa 55,8% em relação ao resto do país. O Sudeste, com 41,5% (693 cidades), ocupa o segundo lugar do ranking regional.
Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste possuem as maiores proporções de municípios sem programas, 62,8% (282) e 62,3% (1.118), respectivamente. De acordo com o IBGE, a coleta seletiva é mais frequente nas grandes cidades: 68,2% (193) dos municípios com mais de 100 mil declaram possuir programa em atividade.

Essa é a primeira vez que o IBGE investiga a infraestrutura municipal de saneamento básico, antes analisada apenas pela PNSB (Pesquisa Nacional de Saneamento Básico), cuja última edição foi publicada em 2008. 

Fonte: JMA

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Catadora cria biblioteca com obras encontradas no lixo no interior de SP


Augusto Fiorin/Folhapress

A catadora de recicláveis Cleuza Aparecida Branco de Oliveira, 47, sempre cultivou o sonho de ter uma biblioteca em sua casa, em Mirassol (455 km de São Paulo). Apaixonada por leitura, queria poder emprestar livros a pessoas sem condições de comprá-los.
De tanto ver obras jogadas no lixo de escritores como Machado de Assis, José Saramago e Érico Veríssimo, Cleuza, então semianalfabeta, passou a lê-las e pôde, neste ano, realizar seu sonho.
Foi guardando livros e inaugurou a biblioteca não em casa, mas na associação de catadores, da qual participa, localizada no centro de triagem do lixo.
O acervo já conta com 300 títulos. Criado e administrado por 11 catadores, o espaço tem um canto de leitura, uma brinquedoteca, uma área para discos, brechó e, claro, os livros.
A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser comprá-las -há títulos repetidos-, paga R$ 0,50 por livro. A renda vai para a própria associação. O local também faz trocas.
"Não tem burocracia e não precisa preencher nada. Alguns levam para casa e outros optam por ler no próprio barracão", afirmou o biólogo Luiz Fernando Cireia, 31, incentivador e usuário do projeto.
Empresas de Mirassol também têm feito doações, que vão possibilitar, inclusive, a ampliação da área, de acordo com Cleuza.
Com salário de R$ 500 mensais, os catadores terão um pequeno acréscimo de renda, ainda não calculado, graças à venda de alguns títulos.
Mas Cleuza garante que o objetivo não é financeiro, é dar aos colegas a oportunidade de ler esses livros.
Fonte: JMA

10 enfeites natalinos sustentáveis para você fazer


O natal está chegando e as ruas, avenidas e casas demonstram o espírito natalino em cada uma de suas decorações. É possível deixá-las mais sustentáveis, através do reaproveitamento de materiais que seriam facilmente descartados. O CicloVivo separou dez itens que podem ser feitos com materiais usados, assim você ajuda o meio ambiente e ainda economiza. Você pode chamar crianças para participarem, assim eles se divertem enquanto preparam os enfeites.

1. Árvore de natal de madeira velha
Aprenda a “construir” uma árvore de natal com o reaproveitamento de materiais. A sugestão é simples, e para fazer sua “obra de arte” basta ter restos de madeira, pregos e martelo. Com eles você pode criar árvores pequenas, grandes ou do tamanho de enfeites. 


2. Enfeites de natal com resíduos de jardim
A sugestão é utilizar “restos de jardinagem” como pequenos gravetos e transformá-los em enfeites natalinos. Os enfeites são fáceis de criar e podem ser feitos até pelas crianças. Para ter uma noite estrelada, use galhos do jardim para fazer as decorações de janelas ou da própria árvore.


3. Enfeite de rena reaproveitando rolhas
As rolhas usadas podem ser reaproveitadas e transformadas na base de um enfeite de natal. Com este material será feito uma rena. O trabalho é tão simples que crianças de três anos poderão ajudar. 



4. Guirlandas de natal com garrafas PET
As garrafas PET estão presentes no nosso dia-a-dia e são responsáveis por grande volume nos lixões e aterros sanitários bem como a contaminação do solo. Porém existem diversas maneiras de você evitar o descarte deste material que pode ser totalmente reaproveitado. O CicloVivo dá a dica de como você pode reutilizar as garrafas PET e enfeitar sua casa para o natal de forma consciente. 


5. Enfeite para árvore de natal feito de lâmpada queimada
Para transformar sua lâmpada velha em enfeites de árvore de natal, basta pintá-las a mão livre com motivos natalinos. O desenho é simples e fácil de fazer, porém se desenhar não for seu ponto forte, a sugestão é pintá-las com as cores do natal, vermelha e verde. 


6. Anjinhos de natal utilizando latas de alumínio
Latas de alumínio são um dos materiais mais reciclados no Brasil. Por não ter aparentemente muita funcionalidade, este vasilhame acaba sendo descartado. No entanto, ele pode ser muito utilizado para fazer artesanatos. A sugestão é utilizar as latinhas para fazer anjinhos, que podem ser usados para enfeitar presépios, móveis ou árvores de natal.


7. Presépio de revistas velhas
Presépios sempre fazem parte da decoração de natal. A dica do CicloVivo é inspirada no projeto de artesãos vietnamitas que utilizam revistas velhas como matéria-prima. 


8. Sino de natal reutilizando garrafas PET
É possível dar um destino melhor para as garrafas plásticas. O CicloVivo ensina como transformá-las em um lindo sino de natal. 


9. Árvore de natal de garrafas PET
Para ajudar a minimizar o problema dos aterros sanitários e ainda economizar dinheiro o CicloVivo ensina como fazer uma árvore de natal reaproveitando garrafas PET. 


10. Boneco de neve e floco de neve
Os enfeites podem ser feitos com restos de tecido, meias, palitos de sorvete, entre outros. A dica que o CicloVivo separou, é um enfeite de boneco e um floco de neve, feitos de maneira sustentável. 


Fonte: CicloVivo

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Designer cria coleção de ecojoias com embalagens plásticas


A designer Carol Barreto traz uma nova coleção de ecojoias feitas com garrafas PET, embalagens de amaciantes e outros produtos de limpeza. A coleção traz pulseiras, brincos e colares reaproveitando materiais provenientes da loja Rio Scenarium, parceira da designer para essa linha.

Todas as peças reportam-se a alguma seção do Rio Scenarium. Como o Bracelete Souvenir, inspirado na logomarca e nas bicicletas, o Brinco Lustre, que lembra os majestosos lustres antigos, ou a Gargantilha Grade, que remete aos gradis que ficam na frente do caixa e na entrada. Os itens, em sua maioria, são produzidos com latas de refrigerantes e materiais como o PET e o PEAD (Polietileno de Alta Densidade).
Carol começou a criar as ecojoias há sete anos, quando se apaixonou por uma edição limitada de garrafa PET de refrigerante, na cor dourada. A designer investiu em cursos de moda e ourivesaria com o objetivo de associar materiais tradicionais usados na fabricação de joias com materiais inusitados.

“É muito gratificante ver o cliente maravilhado com a possibilidade de ter uma jóia feita com um material diferente. Uma Ecojóia bem cuidada dura muitos anos”, explica a designer.
As peças estão à venda na loja de suvenires do Rio Scenarium, na Rua do Lavradio 20, ou na loja Scenarium Antique, na Rua do Lavradio 28. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Empresas começam a valorizar serviços ecossistêmicos no Brasil


Uma nova pesquisa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) revelou nesta segunda-feira (15) que a valorização dos serviços ecossistêmicos (SE) – alimentos, água doce, fibras, produtos químicos, madeira, medicamento, regulação do clima – está começando a ganhar espaço nas grandes empresas brasileiras.
O relatório, intitulado “Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos: a experiência das empresas brasileiras”, foi lançado durante a Conferência sobre Biodiversidade (COP11) , na Índia, e fez o levantamento de dados de 22 grandes empresas de dez diferentes setores da economia – energia, serviços, mineração, papel e celulose, óleo e gás, holding multissetorial, agrícola, química, equipamentos e cosméticos (Figura 1).
A pesquisa apontou que, em 2011,a maioria das empresas (67%) discutiam internamente o tema SEs, sendo parcialmente integrado às suas estratégias de negócios. Em 2012, a maioria (65%) continuou discutindo o tema, mas metade dos respondentes apontaram que essas discussões não estavam integradas nas estratégias da empresa.
Segundo o documento, o que leva as empresas a incorporarem os SEs aos seus sistemas de gestão são as oportunidades para os negócios, a dependência dos negócios em relação aos SE, a melhoria da imagem e a redução de riscos. Das companhias que participaram da pesquisa, 47% afirmam ter realizado em 2012 a valoração dos SEs, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
Em 2012 os SEs apontados como mais relevantes pelos participantes foram água doce, regulação dos fluxos de água e controle de erosão, enquanto bioquímicos, valores éticos e espirituais e alimentos eram os menos relevantes (Figura 2).
“Depois de se debruçar sobre inventários em temas como água e carbono, agora o setor empresarial começa a se aprofundar neste novo campo. As companhias que entenderem que a restauração e manutenção desses serviços são essenciais para o bom funcionamento dos seus processos e, de forma proativa, liderarem as discussões, apresentarão uma vantagem competitiva em relação a futuras regulamentações que impactarão o setor privado”, comentou Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS.
“Ao conhecer o real valor econômico de um ecossistema, uma empresa pode fazer, por exemplo, uma previsão de quanto irá realmente ter de prejuízo com a perda ou diminuição desse espaço. Com isso, pode definir estratégias para a conservação desse serviço natural”, observou Fernanda Gimenes, coordenadora da Câmara Temática de Biodiversidade e Biotecnologia do CEBDS.
Como exemplos de ações de valoração dos serviços ecossistêmicos são citados o Banco do Brasil, que tem um programa para o uso racional da água, a Caixa Econômica Federal, com um programa para conservação das florestas e manutenção dos SE, a ETH Bioenergia, com um projeto de recuperação de áreas degradadas, e a Natura, com a utilização sustentável de produtos e serviços da sociobiodiversidade.
Mas ainda há muitas barreiras nas empresas para a realização de avaliações sobre os SE, que, de acordo com o documento, são a falta de entendimento do valor de uma avaliação de SE para a empresa, a não valorização desta estratégia, o desconhecimento de ferramentas para tal, a não exigência de regras regulatórias, a falta de equipes capacitadas para realizar este trabalho, o desconhecimento sobre SE e a falta de recursos.
Para ultrapassar estes obstáculos, o relatório do CEBDS aconselha que sejam oferecidos programas de capacitação, o levantamento de dados e pesquisa sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, a promoção de diálogos com especialistas, a avaliação das ferramentas disponíveis, e finalmente, o estreitamento do diálogo para o alinhamento das expectativas entre diferentes setores e empresas.
Externalidades
Os danos ao meio ambiente provocam prejuízos de até US$ 6,5 trilhões ao ano na economia mundial e pelo menos um terço deste valor poderia ser evitado caso governos e empresas investissem, anualmente, US$ 45 bilhões na conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.
Segundo o programa Princípios para Investimentos Responsáveis, conduzido em parceria com as Nações Unidas, estima-se que três mil empresas no mundo foram responsáveis por externalidades ambientais negativas no valor de US$ dois trilhões em termos de valor presente líquido em 2008. Tais externalidades ameaçam os próprios negócios e são representadas pela emissão de gases de efeito estufa (69% do total), super utilização e poluição da água, emissões particuladas, lixo e super exploração de madeira e recursos pesqueiros.
 Fonte: Mercado Ético

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Faça sua horta em casa!


Consumir alimentos orgânicos é bom para a saúde e também para o meio ambiente, pois o solo deixará de receber produtos químicos. Ter uma horta orgânica em casa pode aumentar o seu contato com a natureza, além de ser bom para o bem-estar da família.
Mas antes de ter a sua própria horta é preciso tomar alguns cuidados, como pensar no clima, verificar o solo, o local onde ela ficará, e o que irá plantar. As hotaliças mais comuns são alecrim, erva-cidreira, hortelã, manjericão, orégano, salsinha, cebolinha e pimenta. Entre as verduras estão o alface e a rúcula.
Confira algumas dicas de como e onde montar a sua horta e mãos à obra!
Dentro de casa
Se você mora em uma casa pequena ou em um apartamento, prefira os vasos. Eles podem ser de qualquer tamanho e precisam ter furos no fundo. Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita para a drenagem, e depois coloque uma mistura de duas partes de terra, uma parte de composto orgânico e uma parte de húmus até a borda do vaso. Após isso, espalhe um pouco de areia e plante as mudas ou sementes. Você pode escolher o local onde quer deixa-los, como varandas, batentes de janelas ou até mesmo colocar os vasos na parede.
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Uma outra sugestão é usar usar garrafas PET. Para isso são necessários PET de dois litros (vazias e limpas), tesoura e corda de varal ou barbante.
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O primeiro passo é cortar as garrafas da mesma forma – com uma espécie de janela – que será a abertura por onde a planta irá crescer. Depois faça dois furos garrafa na região próxima às aberturas, em cima e embaixo. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo pequeno para permitir a saida de água.
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Para prender passe o barbante ou a corda de varal e dê um nó na altura em que a garrafa deverá ficar. Com as garrafas devidamente presas e alinhadas, basta colocar a terra, a semente e cuidar para que as plantas cresçam saudáveis.
No quintal
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Se você tem um quintal com terra em casa, que tal fazer uma mini horta? Para isso você vai precisar revolver o solo – com enxada ou pá – até a terra ficar bem solta e fofa. Após isso, misture o composto orgânico e marque os espaçamentos, ou seja, os pés de alface, por exemplo, devem ficar a dois palmos um do outro. Lembre-se também de posicionar as mudas de maneira intercalada, em forma de triângulo, para evitar a erosão.
Feito o plantio, não se esqueça de regar e verifique se a terra se mantém úmida. Lembre-se: a melhor hora de jogar água e cuidar das plantas é ou ao entardecer ou de manhã cedo.
Fotos: sxc.hu / terracotabolsas /rosenbaum