quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Cartilha sobre consumo sustentável voltada para o aprendizado das crianças.


O Ministério do Meio Ambiente 
(MMA) acaba de lançar uma
 cartilha muito interessante
 sobre consumo sustentável 
voltada para o aprendizado das 
crianças.

 Chama-se Consumismo infantil: na contramão da
 sustentabilidade, é fartamente ilustrada e tem uma linguagem leve e 
didática. Mesmo publicado praticamente no final do ano letivo, o
 material deve ser muito e útil para educadores e também para os
 pais. De qualquer forma, o MMA, junto com o Ministério da Educação
 e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) prometem 
distribuir quase 100 mil cartilhas em todo o país, no início de 2013
. Mas você pode fazer o download gratuito, no final deste post. Quem
 sabe sirva até para publicitários e marqueteiros inteligentes e 
sensíveis, já que o público infantil tem sido alvo preferido e fácil da 
propaganda nos últimos anos.
Além de apresentar formas mais adequadas de abordar a criançada 
na hora de falar do assunto, a cartilha também traz dados
 preocupantes. Um deles é uma pesquisa realizada com menores
 delinquentes internados na Fundação Casa São Paulo, dando conta de
 que o acesso rápido ao consumo, independência e prestígio é o
 grande combustível que induz aos delitos.
O texto – preparado sob orientação do Instituto Alana, que se dedica 
às alternativas para garantir os direitos das crianças – parte do 
princípio de que ninguém nasce consumista: o consumismo é hábito
 adquirido e traz problemas para a sustentabilidade. Aborda temas 
como os perigos dos excessos, como o do consumo de alimentos
 industrializados – com consequente aumento da obesidade infantil – e 
no tempo gasto pelos jovens diante do aparelho de TV que despeja 
informação de incentivo ao consumo desenfreado. Segundo o Ibope, 
são mais de 5 (cinco!) horas diárias.

A publicação é uma boa oportunidade para perceber que não adianta 
apenas ensinar seu aluno ou seu filho a apagar a luz quando sair da 
sala ou escovar os dentes com a torneira fechada. Ele também deve 
ser educado para entender que os produtos de que dispõe no seu 
cotidiano – grande parte deles supérfluos e dispensáveis – consomem
 recursos naturais que precisam ser preservados.
Por outro lado, a família e a escola também devem mostrar ao jovem 
exemplos práticos de que estão fazendo a sua parte ao aderir ao 
consumo consciente. Talvez esse seja o capítulo mais complicado da 
história.