Cartilha sobre consumo sustentável voltada para o aprendizado das crianças.
O Ministério do Meio Ambiente
(MMA) acaba de lançar uma
cartilha muito interessante
sobre consumo sustentável
voltada para o aprendizado das
crianças.
Chama-se Consumismo infantil: na contramão da
sustentabilidade, é fartamente ilustrada e tem uma linguagem leve e
didática. Mesmo publicado praticamente no final do ano letivo, o
material deve ser muito e útil para educadores e também para os
pais. De qualquer forma, o MMA, junto com o Ministério da Educação
e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) prometem
distribuir quase 100 mil cartilhas em todo o país, no início de 2013
. Mas você pode fazer o download gratuito, no final deste post. Quem
sabe sirva até para publicitários e marqueteiros inteligentes e
sensíveis, já que o público infantil tem sido alvo preferido e fácil da
propaganda nos últimos anos.
Além de apresentar formas mais adequadas de abordar a criançada
na hora de falar do assunto, a cartilha também traz dados
preocupantes. Um deles é uma pesquisa realizada com menores
delinquentes internados na Fundação Casa São Paulo, dando conta de
que o acesso rápido ao consumo, independência e prestígio é o
grande combustível que induz aos delitos.
O texto – preparado sob orientação do , que se dedica
às alternativas para garantir os direitos das crianças – parte do
princípio de que ninguém nasce consumista: o consumismo é hábito
adquirido e traz problemas para a sustentabilidade. Aborda temas
como os perigos dos excessos, como o do consumo de alimentos
industrializados – com consequente aumento da obesidade infantil – e
no tempo gasto pelos jovens diante do aparelho de TV que despeja
informação de incentivo ao consumo desenfreado. Segundo o Ibope,
são mais de 5 (cinco!) horas diárias.
A publicação é uma boa oportunidade para perceber que não adianta
apenas ensinar seu aluno ou seu filho a apagar a luz quando sair da
sala ou escovar os dentes com a torneira fechada. Ele também deve
ser educado para entender que os produtos de que dispõe no seu
cotidiano – grande parte deles supérfluos e dispensáveis – consomem
recursos naturais que precisam ser preservados.
Por outro lado, a família e a escola também devem mostrar ao jovem
exemplos práticos de que estão fazendo a sua parte ao aderir ao
consumo consciente. Talvez esse seja o capítulo mais complicado da
história.
Fonte: Planeta Sustentável
